sábado, 28 de julho de 2007

Um dia só....


“A melhor fórmula para uma vida miserável é deixar de fazer as coisas pelas quais somos apaixonados, e passar a trabalhar apenas naquilo que temos obrigação de fazer”.

Hoje descobri que estou vivendo miseravelmente !! mas só até quando eu quiser..!!

terça-feira, 17 de julho de 2007

O que vale a nossa vida?!!!




Vale aquilo que vivemos. Somente. De uma hora pra outra uma tragédia pode atravessar nosso caminho sem que tenhamos tempo de dizer "o que foi que eu fiz pra merecer isso?!!!

Uma fatalidade?!! uma falha humana?! Um descaso das autoridades?!!! Afinal, o universo deu um sinal um dia antes: "olha... essa pista tem problemas. Olhe o que aconteceu com esse pequeno avião que derrapou...!!"

E no outro dia, o que acontece?!! Uma Tragédia sem tamanho. Um avião com cento e tantos passageiros não só derrapa também como sofre as consequências de um acidente sem proporções.

Que valor devemos dar a vida, já que ela é vai sem nos avisar?!! Devemos dar valor ás pequenas coisas, as coisas da alma, as coisas do bem. Dinheiro não vale a vida de ninguém.. apesar de que, tem uns e outros que ganham muito bem para "acabar" com a vida de alguém. Mas aí é briga de cachorro grande!!

É PRECISO SABER VIVER!!!!

"Se coisas são para serem usadas e pessoas amadas, pra que amarmos coisas e usarmos pessoas?"

sexta-feira, 13 de julho de 2007




"quem tem carne e sangue em seu corpo, precisa aceitar algumas coisas que não está esperando. Mas quem não tem nada dentro, vive afastando tudo que se aproxima - e nem mesmo as bênçãos de Deus conseguem chegar perto. " Paulo Coelho

quinta-feira, 12 de julho de 2007

O Amor acaba !!!!!



O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

(Paulo Mendes Campos, O Amor Acaba - Crônicas Líricas e Existenciais - Ed. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1999.)

Como seria.. se não tivesse sido!!!


Algumas pessoas são inegavelmente previsíveis. Mesmo sabendo disso, sempre dou um crédito, achando - quem sabe não é só coisa da minha cabeça? ela não vai dizer isso, ela não vai fazer assim... E quebro a cara porque a tal pessoa age exatamente como você esperava. Acabo me frustando. Aí alguém me pergunta: - Mas, não é mais fácil conviver com uma pessoa que você já sabe como ela vai agir?!! Pra mim não. O melhor de uma amizade é você se surpreender também com um lado saudável das pessoas.

Aí me faço a pergunta: - como teria sido se eu tivesse agido diferente, de acordo como eu esperava que fosse?!!! Tenho deixado de sentir admiração, confiança e orgulho por algumas pessoas que conheço porque são previsíveis demais e não demonstram nenhuma evolução espiritual. São covardes quando acho que vão ser, são falsos quando acho que vão ser e sem nenhuma consideração quando você espera isso delas.

E hoje lendo o blog "Querido leitor" de Rossanha Herman vi um texto dela que resume o que sinto.

" Não, eu não aprendo nunca.
Sim, meu pai também dizia isso, tão inteligente e tão burra ao mesmo tempo. As coisas se neutralizam e eis o que sou, uma tola.
Não, eu continuo acreditanto nas pessoas.
Sim, eu tiro os outros por mim.
Sim, eu ainda acho que as pessoas são veradadeiras.
Não, elas não são.
Elas não pensam em nada a não ser nelas próprias.
Sim, é lícito cuidar da própria vida.
Não, não é correto manipular os outros.
Não, não adianta reclamar porque as pessoas são como são.
Sim, podemos nos adaptar a este mundo cruel.
Sim, a vida é maravilhosamente inesperada."